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sexta-feira, 29 de julho de 2011

A solidão me devora

 Estou deitado na minha cama
Sem nada para fazer
Olho através da janela
À espera que comece a escurecer

Meus dias demoram a passar
Por mais que não queira
Sinto um vazio dentro de mim
Como se não ouvesse flores na Primavera

Esta solidão me consome
Torna-se dona do meu ser
Penso que nunca serei feliz
E isso faz-me cada vez mais padecer

Tento arranjar algumas forças
E procuro algo para me distrair
Mas com uma mágoa tão grande
É muito dificil eu me divertir

Sinto falta de alguém 
Alguém com muito para dar
Alguém que me olhe por dentro
E de quem me possa orgulhar

Penso que não é pedir muito
Pois todos nós sonhamos
Mas nem sempre temos 
Aquilo que idealizamos

Quero sair desta solidão
E poder respirar livremente
Abrir meu coração ao mundo
E ser muito convincente

Tentar convencer as pessoas
Que sou muito normal
Mas que também tenho sentimentos
Que por vezes me deixam mal

2 comentários:

  1. Não há palavras para (te) descrever
    Ao ler eu te imaginei
    O poema tem muito do teu ser
    E é obvio que eu adorei!

    Um dos meus preferidos *

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  2. Entre este e muitos outros poemas que tens aqui não qual é o melhor continua esquece o passado e vive o presente

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