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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Violência infantil

Sou uma inocente criança
Que vive com esperança
Dificuldades ainda tenho de falar
Mas sempre disposto a expressar


Minha expressões de afecto
São sempre feitas com um objecto
Sempre muito diferente
E que contagia toda a gente


Ás vezes contagia tanto
Que deixo minha mãe em espanto
A olhar para minhas travessuras
Até que começo a levar "surras"


Eu não compreendo o facto
De ela me bater
Pois sou criança
E não me sei defender


Ela não se importa
Pois age sem pensar
Depois quando não reajo
Ela fica-se a lamentar


Não é por sermos crianças
E seres inofensivos
Que sofremos na pele
Algumas tareias
E alguns repressivos