Sou uma inocente criança
Que vive com esperança
Dificuldades ainda tenho de falar
Mas sempre disposto a expressar
Minha expressões de afecto
São sempre feitas com um objecto
Sempre muito diferente
E que contagia toda a gente
Ás vezes contagia tanto
Que deixo minha mãe em espanto
A olhar para minhas travessuras
Até que começo a levar "surras"
Eu não compreendo o facto
De ela me bater
Pois sou criança
E não me sei defender
Ela não se importa
Pois age sem pensar
Depois quando não reajo
Ela fica-se a lamentar
Não é por sermos crianças
E seres inofensivos
Que sofremos na pele
Algumas tareias
E alguns repressivos