Sinto que me roubam a alma
Num momento inoportuno
Colocam-a sobre a calçada
Meramente abandonada
Uma alma mal amada
Ali se despedem dela
Como se não houvesse saida
Deixando-a ali despida
Amando e odiando
Toda a gente passageira
Que passam naquela zona
Com seu olhar peculiar
Olhar de quem come
Olhar de quem não deve respeitar
Abandono de uma alma
com sentimentos puros
E vontade de se expressar
Como a areia acolhe o mar
Mas proibida de conceber
Um sabor sem conhecer
O verdadeiro significado
De que quem ama
Gosta de ser amado