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domingo, 24 de julho de 2011

Violência doméstica

Um dia pensaste em casar
E pensavas que tua mulher irias amar
Começaste-lhe a bater
Sem ela pelo menos entender

Entender o grande motivo
Porque deixavas de ser inofensivo
Para partires para a violência
Sem um pingo de amor nem clemência

Tornaste-te num homem cobarde
Já não acreditavas na verdade
Sentias-te o senhor do mundo
Andavas  na bubadeira como vagabundo

Chegavas bêbedo a habitação
Ela não podia falar, que levantavas-lhe a mão
Deixavas-a toda marcada
Sendo ao pontapé ou à estalada

Não te importavas muito com isso
Batias-lhe tanto, que para ti era lixo
Tornaste-te bruto e arrogante
Para ela eras uma pessoa insignificante

Só por serem o sexo forte
Náo é preciso usar a força até à morte
Mas bater sem nenhuma razão
Faz de vocês, homens sem coração

P.S.:

Sabemos que existe violência doméstica
Tanto no homem forte, como na mulher enérgica
Mas temos que saber comunicar
Porque a violência a nenhum lado irá levar

Se hoje em dia conversarem 
Em vez de se maltratarem
Existiria muito menos inseguranças
E as pessoas teriam mais esperanças

Jardim da Infância

Sentado naquele banco de jardim
Sentindo aquele aroma a alecrim
Olhava aquela bonita paisagem
Não era nenhum sonho, muito menos miragem

Aquela paisagem deslumbrante
De flores coloridas e aroma cintilante
De árvores folhadas verdejantes
De um rio calmo com seus ocupantes

Uma brisa vagueia à nossa frente
Passa por nós e encara a gente
Trás o aroma deste lugar
Fragrâncias únicas de caso invulgar

Transporta-nos para outro mundo
Nao sei se é duradouro ou profundo
Mas deste lugar nao irei esquecer
Pois foi aqui que aprendi a viver

A viver meus medos e alegrias
Minhas realidades e fantasias
Aqui aprendi a sentir como pessoa
Consegui distinguir a pessoa má da boa

Orgulho-me de pensar sentado
Neste jardim onde tudo é guardado
Com muito carinho e afeição
Aqui fechei meu coração

A visão dos Homens

Hoje vemos de tudo um pouco
Homem bom e homem louco
Olham para onde não devem
Criam experanças onde querem

Dizem coisas sem contexto
Palavras soltas sem pretexto
Dificilmente falam verdade
Puxando do bem para a maldade

Já não será defeito
Tratarem mal sem preconceito
Pois do feitio deve ser
Magoam as pessoas a valer

Têm uma visão exterior
Não ligam nada ao interior
Querem saber se vivem bem
O que fazem na vida e o que têm

São pessoas muito interesseiras
Não querem um amor, querem parceiras
Que estejam a seu lado
Estando bem ou encavacado

Não sabem o que é sentimento
Andam com outra no pensamento
Disfarçam a sua relação
Escondem o olhar, estendem a mão

Não sei o que eles querem
Vivem a vida mas não preferem
Usar a cabeça em beneficio
Pensarem que a verdade não é sacrificio

Tentarem olhar para o interior
Sentir emoções fortes e amor
Não se limitarem ao incerto
Pensarem em abundância e não em deserto

Começar a olhar desta forma
Já não era regra, mas seria norma
Para se valorizar o sexo oposto
Sem ser o amparo, nem vosso encosto

À que valorizar a mulher
Seja por aquilo que é ou deveria ser
Não se ligar as aparências
Pois poderam ter consequências

Sempre ouvi dizer
Que o embrulho é para se ver
O presente para valorizar
E o conteúdo para analisar

Analisando bem o conteúdo
Pode ser pequeno ou graúdo
Podemos aceitar o presente
Com um sorriso muito abrangente

Oh sentimento mau

Tu és uma coisa estranha
Que passa na vida e se entranha
Causas sofrimento e dor
Não tens argumentos nem valor

Não sabes valorizar
Não sabes sentir nem amar
Não sabes o que é viver
Não sabes o que dizes, nem o que queres dizer

Trocas as palavras argumentadas
Por frases mal elaboradas
Não percebes nada do conteúdo
Trocas palavras como um miúdo

Não consegues pensar direito
Fazes tudo com prenconceito
Não olhas direito para as coisas
Dizes asneiras e coisas sonsas

Não te sabes olhar ao espelho
Nem sabes a que me assemelho
Pensas que és melhor que eu
Pensas-te dono da terra e do ceú

Não consegues diferenciar
Entre o gosto e o paladar
Tudo para ti é igual
Passas de inútil a anormal

Tenho pena que sejas assim
Já não sabes dizer o "sim"
Limitas-te a ignorar
E nem sabes argumentar

Tornaste-te coisa insignificante
Passaste de burro a ignorante
Fizeste sofrer pessoas que amavam
Usaste -as e não me perdoaram

O que queres tu afinal
Usares as pessoas para o mal
Não sabes como viver
Mais vale começares a desaparecer

Sem ti o mundo era melhor
Teriamos mais ternura e amor
Para quê lembrarem-se de ti
Se não farás parte daquilo que vivi?

Vai para onde quiseres
Sai dentro dos homens e mulheres
Não passas de uma coisa indesejável
Sabes mal e és intragável

Realidade

Em criança pensava em crescer
Em adolescente só quero conviver
Em adulto quero viver emoções
Em velho sentarei-me nos cadeirões

Num segundo reajo a um acontecimento
Num minuto vivo um momento
Numa hora começo a apreciar
O que num dia poderei criar

Criar um mundo de fantasia
Tornar versos em poesia
Escrever palavras soltas sem parar
Observar o mundo e pairar

Pairar neste grande universo
Onde as pessoas são o inverso
Daquilo que são realidades
Com muitos defeitos e qualidades

Qualidades que são menos
Numa sociedade de pequenos
Onde os defeitos são enormes
Em pessoas fora dos conformes

A conformidade já não existe
Num mundo que já resiste
A pessoas que se acham superiores
Num pais com muitos valores

Valores que sao desprezados
Esquecidos na realidade, maltratados
Por pessoas sem coração
Sem um minimo de bondade nem compaixão

Isto já não é como antigamente
Agora é, olho por olho, dente por dente
Cada um toma suas decisões
Vêem-se livres de olhares e de opiniões

Opiniões e criticas diversificadas
Frases curtas, mas bem argumentadas
De quem olha a vida com olhos de ver
Que não fica parado, vendo os outros sofrer