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sábado, 31 de dezembro de 2011

Ano de 2011

Este ano finda
Com muitos sentimentos no ar
Muitos pensamentos lançados
Ao longo daquele grande mar

Este ano renasci
Com uma paixão enorme
De escrever poesia sentida
Mas isto não poderei chamar sorte

Foi obra de um sofrimento
Que me causou muita dor
Levando-me à depressão
Sem dó mas com muita dor

Conheci pessoas que me mudaram
E me fizeram aprender
Que a coisa mais bela do mundo
Ainda estará para nascer

Pessoas que me deram a mão
Sem qualquer tipo de gratidão
Que me aconchegaram com sentimentos
Entregando-me às suas almas
Sem quaisquer ressentimentos

Conheci pessoas muitos frias
Sem dom da palavra
Que dizem palavras sem nexo
Que me deixaram perplexo
De opiniões ditas
Nunca fundamentadas
Que doíam mais do que estaladas

Assim acabo meu ano
A pensar no que passou
Imaginando o que se criou
Mas com muita dor no coração
Sem conseguir dar uma razão
De ser quem eu sou
Neste mundo belo
Onde tudo terminou...

Espero entrar em 2012
Com os sentimentos de 2011
Pois é uma razão
De explicar as pessoas sem coração
Que minha força de viver
É mais infinita
Do que alguém possa conhecer...

"O conhecimento de de uma pessoa nasce na palavra dita com sentimento, com criatividade e muita sinceridade, fundamentada por uma piada de compreensão e entendimento"


Conquistar primeiro de ganhar

Porque ganhar algo
Que ainda não foi conquistado
Que mal foi pensado
E que resolve aparecer
Este sentimento
Dentro do meu ser


Nunca ganhei nada
Pois tudo se conquista
Palavras ditas na altura certa
Uma saudade que aperta
Mas que nem sempre convence
A pessoa em questão
Pois não lhe bate no coração


A vida é uma altura de conquistas
E só no fim poderá ser vitórias
É onde o sentimento é repartido
Nunca antes sentido
Que faz bater o coração
De uma forma peculiar
Que faz brotar o pequeno sentimento
Dentro da pessoa em particular


Conquistar o Amor é difícil
Ganhar alguém quase impossível
Mas em toda sua vida se pensa
Que todo o esforço compensa
E no fim tudo é previsível
De uma forma especial
Que ninguém pensará mal

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Percebe-me como eu sou

Não te quero perder
Num olhar peculiar
Deixar-te ir sem pensar
Para longe da minha vida
Sem a preencheres
Sem lhe dares a razão
Sem ao menos a conheceres

Quero que me olhes direito
Bem dentro dos meus olhos
Quero que te afogues em sentimentos
Não tentes apagar momentos
E que não me vires a cara
Pois és a coisa mais rara

Sei que sou homem
E sei do que o nosso sexo é capaz
Mas jamais na minha longa vida
Eu voltei atrás
Por causa de palavras mal ditas
Por frases mal escritas
Interpretações da minha pessoa
Que dava noção do meu ser
Sendo imagem má ou boa

Queria que se sentasses
Só por uns meros segundos
Fundamentasses tuas ideias
Pois parece que somos dos mesmos mundos

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A minha lágrima

Deixo cair uma lágrima
Fruto do meu sentimento
Puro e verdadeiro
Com seu ar singelo
De quem sonha muito
Por algo melhor
Sem querer sentir dor


Um lágrima sentida de saudade
De eterna bondade
De grande apreensão
Que inunda o coração
E o entrega ao mundo
Como algo raro
Quem nunca foi caro
Pois os sentimentos não se compram
Pois mais perfeitos que se demonstram


Uma lágrima faladora
Uma autentica cantora
Encantando minha alma
Levando me ao prazer
De um dia vir a ser
Algo especial
Tanto para o bem como para o mal

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Alma sentida

Sinto que me roubam a alma
Num momento inoportuno
Colocam-a sobre a calçada
Meramente abandonada
Uma alma mal amada


Ali se despedem dela
Como se não houvesse saida
Deixando-a ali despida
Amando e odiando
Toda a gente passageira
Que passam naquela zona
Com seu olhar peculiar
Olhar de quem come
Olhar de quem não deve respeitar


Abandono de uma alma
com sentimentos puros
E vontade de se expressar
Como a areia acolhe o mar
Mas proibida de conceber
Um sabor sem conhecer 
O verdadeiro significado
De que quem ama
Gosta de ser amado

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Este tempo que sinto

Tempo deprimido é este
Que escurece meu mundo
Que me torna frágil,
Me torna sensível
Não consigo sentir
Emoções fortes
Não consigo atingir
Diferentes sortes


Este tempo me entristece
Este tempo vem e desaparece
É tão confuso como eu
Indeciso por natureza
Tem sua grande beleza
Pois é um acontecimento natural
Que tem muito de bom
E também tem muito de mal


Sinto-me como uma gota de chuva
A cair sobre o solo
Desamparada e sem noção
Com muita delicadeza
Com grande precisão





quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Natureza no meu olhar

Sentado na montanha
Seguindo aquela paisagem
Com olhar fixante
Sem perder de vista um instante
A beleza da natureza
Com cores de dourado
Com alma de gente
Com sentimento de quem sente


Vejo aves a voar
Sobre aquele horizonte
Deixando seu reflexo
Naquele oceano enorme
Onde existe vida
Onde vivem espécies de peixe
E uma vasta fauna e flora marítima


Apreciar a natureza
Tem sua beleza
Seu verdadeiro encanto
Sem perder o espanto
Onde nos sentimos bem
Ouvindo um som apreciável
De um vento agradável
Que paira no ouvido
E que se torna amável

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Violência infantil

Sou uma inocente criança
Que vive com esperança
Dificuldades ainda tenho de falar
Mas sempre disposto a expressar


Minha expressões de afecto
São sempre feitas com um objecto
Sempre muito diferente
E que contagia toda a gente


Ás vezes contagia tanto
Que deixo minha mãe em espanto
A olhar para minhas travessuras
Até que começo a levar "surras"


Eu não compreendo o facto
De ela me bater
Pois sou criança
E não me sei defender


Ela não se importa
Pois age sem pensar
Depois quando não reajo
Ela fica-se a lamentar


Não é por sermos crianças
E seres inofensivos
Que sofremos na pele
Algumas tareias
E alguns repressivos



domingo, 16 de outubro de 2011

Obesidade

Porcarias que comia
Sempre que saia
Doces com cremes
Comidas menos saudáveis
Mas as mais apreciáveis
Me tornaram assim
E eu não quero isto para mim


Minha saúde piorou
Meu peso aumentou
Tenho vergonha do que sou
De me ver ao espelho
Não quero ver a que me assemelho
Tenho é que tentar vencer
Esta minha vontade de doces comer


Precisarei de quem me apoie
Precisarei que me dêem a mão
Quero sair deste pesadelo
E ter uma nova visão


Aprender novos hábitos alimentares
Fazer um pouco  de exercício
É um esforço enorme
Mas vai valer o sacrifício


É minha saúde que importa
Meu bem-estar também
Quero seguir os procedimentos à risca
Para que possa ser alguém

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O Mundo que Idealizava

Mundo muito pequeno
Pacato e muito sereno
Criado na minha imaginação
Onde transcrevo emoção


Neste mundo só meu
Onde tudo o que tenho, não é teu
Posso olhar sem rodeios
Sem construir meios
Que me levem ao isolamento
Sem razão nem pensamento


Aqui sei o que pensar
Sei argumentar
Sei explicar, interrogar
Não crio dissabores
Guardo grandes amizades
E construo novos amores


Ás vezes gostava
Que a realidade fosse melhor
Sem sentir qualquer tipo de dor
Que as pessoas se amassem
E para sempre compartilhassem
Momentos únicos e duradouros
Como se fossem os maiores tesouros

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Matemática

Minha vida começa nas contas
Na subtracção de inimigos
Na adição de amigos
Na multiplicação de momentos
E divisão de sofrimentos


Eu vivo da Matemática
Para mim, só na prática
Concebo-me num número
Tenho diferentes propriedades
Alcanço várias quantidades
Sem perder a noção
Do significado da operação


Conto todas as horas
Aqueles minutos, aquelas demoras
Segundos sem te poder ver
Dias duradouros
Meses indeterminados
Até anos mal contabilizados


Matemática para mim é arte
Necessária em toda a parte
Utilizada no quotidiano
E desprezada pelo humano

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Imaturidade das pessoas

Loucura sem precedentes
Nessa tua tenra idade
Só querias experimentar
Como era perder a virgindade


Tiveste esse azar
E nem protecção usaste
Agora terás de esperar
Se infectada também ficaste


Agora tens dois problemas
Em que te preocupar
Da infecção não te safas
O bebé podes abortar


Ás vezes tem que se pensar
Antes de se agir
Porque as pessoas desconhecem
O que poderá surgir
Por um cálculo
Que mal analisado
Nem pelo menos consultado
Surgem estes resultados
Que são inesperados

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vida de actor

Subo para o palco
Vejo uma enorme plateia
No dia da minha estreia
Começam a aplaudir
E eu, perplexo, sem saber reagir


Isto para mim é novo
Sinto-me dentro de um ovo
Não sei que fazer
É uma arte que terei de aprender


Será que devo rir
Será que deverei chorar
Agora é que me apercebo
Que estou aqui para representar


Representar o quê?
Se nem li o guião
Ponho-me aqui a inventar
Como se fosse um aldrabão?


Isto da representação
É tudo "humorado"
Eu penso que sou actor
E faço papel de falhado


Representar é isso mesmo
É viver na pele de outro
Sentir emoções fortes
Viver diferentes sortes
(Re)Viver algumas mortes
Sem perder originalidade
De enorme qualidade
Que o actor tem que ter
Para a plateia poder responder





segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O beijo

Um beijo delicado
Com grande significado
Muito bem requintado
E a ti será dado


Com grande sentimento
E grande delicadeza
Suavizo meus lábios
Na tua rara beleza


Quero que sintas este beijo
Com grande afeição
Que te toque na alma
E no teu grande coração


Beijo suave e sentido
Não mais que merecido
Por uma pessoa especial
Que não aparenta nada de mal


Beijo caloroso
Beijo forte e venenoso
Que te vai matando
Por dentro e por fora
Com grande demora
De quem gosta de usufruir
Emoções fortes e se instruir

domingo, 9 de outubro de 2011

Definição da tua pessoa

Olho dentro de ti
Se me deres permissão
Visito tua alma
E ouço teu coração


Com a bondade que tens
És única por dentro
E demonstras no olhar
Aquilo em que me concentro


Concentro-me nos teus sentimentos
Aqueles teus verdadeiros momentos
Ternurentos e carinhosos
Mais do que suaves, amorosos
És a verdadeira pessoa
Que não esconde seu olhar
És perfeita com defeitos
Mas isso não te vai abalar


Não precisas de um espelho grande
Para te poderes ver
Basta um espelho pequeno
Para veres teu olhar desenvolver
Tornar-se num dom
Sem qualquer espécie de tom
Mas com sentimentos reias
Acontecimentos especiais
Momentos inesquecíveis 
Amor e sentimento a todos os níveis



sábado, 8 de outubro de 2011

História veridica

Quero-te contar uma história
Que me está na memória
Numa altura que não sabia
O que a vida dizia
Que toda a gente me olhava
E que raramente reparava


É difícil falarmos de nós
E mais ainda, olhar a vós
Sempre foi fácil dizer
Sem ao menos perceber
Que as atitudes são tomadas
Sem ideias fundamentadas


Sei que não sou perfeito
Para além de feitio, tenho defeito
Erro como toda a gente
Não sou burro, muito menos inteligente
Olho a vida naturalmente
Vivo meu presente
Guardo imagens na mente





sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O verdadeiro pintor

O Pintor abre sua janela
Segura a sua tela
Olha o bonito sol poente
Luminoso e ardente
Com imaginação no pensamento
No derradeiro momento
Que utiliza seu pincel
E estampa em seu papel
Sua grande visão
De enorme inspiração
Transpirando suor em seus dedos
Como se tratassem de medos
Guardados dentro de si
Como se fossem segredos


Pintor é sonhador
Pintor embeleza o escritor
Pois as meras palavras
Que por vezes raras
Também precisam de ilustração
Para se sentir a emoção


O Pintor também sente
Pintor chora, também mente
Transporta para sua arte
Emoções fortes de toda a parte
Busca sempre na natureza
As cores como beleza
Para colorir suas ideias
De diferentes maneiras
Para que quem veja, sinta
Não olhe só para os tons de tinta
E não pense que a pintura
É uma simples gravura
Sem nenhuma explicação
Que surge por ocasião



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A minha imagem

Com esta personalidade
Colhi muita bondade
Olharam-me com ternura
Fizeram de mim uma fartura
Não me arrependo de ser assim
Desde que nasci e até haver um fim

Agradeço as pessoas
Que me olham com carinho
Sabem que eu ando no mundo
E não consigo seguir sozinho

Preciso de vossa companhia
Para voltar a sonhar
Vocês me dariam a mão
E eu levar-vos-ia ao luar

Este meu olhar
Sempre vos irá recordar
Com sentimento verdadeiro
Daqueles momentos especiais
Que não deixaram de ser banais
Daquelas nossas lembranças
Que sempre foram esperanças
De um dia eu ser importante
Como vocês serão para mim
Neste mundo gigante

domingo, 25 de setembro de 2011

Desistir não existe

Sinto-me cansado
Caminho desamparado
Sem rasto do que sou

Sem saber o que mudou
Sem rumo para seguir
Sem forças para existir



Tomara eu ser alguém
Que não me vejam o mal
Que vejam também o bem
Que me interroguem
Que se expressem
Que dêem sua opinião
Com um ponto de exclamação


Tirem suas dúvidas
Criem expectativas
Em histórias vividas
Sejam por acaso
Sejam por vitória ou fracasso



Seja como for
Alguma história tem dor
Mas não é no passado
Que tudo ficará guardado
Com medo de viver o presente
Com um sorriso envolvente
Que contagie as pessoas
Sejam sentimentos maus
Ou lembranças boas


Perder as forças
Não é solução
Num mundo em evolução
Onde as ideias mudam
Onde os sentimentos perduram
E onde a razão de ser
Continua intacta
Para poder crescer
Alimentando a esperança
De quem não pensava na mudança
E que vive agora o presente
De forma inteligente
Para tentar mudar aspectos
Para utilizar diferentes objectos
Com o intuito de ter felicidade
Tanto em quantidade
Como em qualidade

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Carta de Amor

Hoje te escrevo
Com saudades de ti
Com vontade de te ter aqui
Para te abraçar
Te poder beijar
Sem que houvesse amanhã
E que esta noite
Demorasse a ser manhã


Cada estrela do céu
É um sentimento meu
Que penso todos os dias
Com saudades e fantasias
Te imagino sentada
Ao meu lado, minha amada
Sem te poder perder
Desse teu olhar meigo
Desse ar muito doce
Desse dom a que me apego


É difícil dizer
Difícil sentir
Sentimento que faz aquecer
Aquilo que tenho de repartir


Repartir contigo
Aquilo que sussurro comigo
Aquilo que me faz olhar-te
Aquilo que me faz amar-te


Fico à espera de algo
Que me digas palavras
Nem que mal fundamentadas
Mas bem partilhadas


Quero ver o que sentes
Se dizes verdade, se mentes
Quero que teu coração chore
Que teu sentimento não demore
A responder à tua alma
Que nunca mais acalma
Pelo aceleramento
De seu sentimento
No verdadeiro momento


O AMOR não se esconde
Como um simples objecto
Pois pode ser pequeno
Mas tem sempre um trajecto
Curto ou longo
Mas chega sempre com precisão
No que toca ao coração

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O passeio contigo

Hoje sai de casa
Com um desejo de te ter
Sai sem destino nem rumo
Só para te poder ver


Faço questão de passear
Contigo de mão dada
Naquele jardim verde
E não pensar em mais nada


Quero observar-te
Como se fosse um pintor
Quero desenhar-te
Com aquele toque e esplendor


Segura na minha mão
Vamos zarpar daqui 
Vamos para aquela rua
Onde pela primeira vez te vi


Ainda me recordo
Como tudo aconteceu
Estavas tu ai parada
A tentar ver a cor do céu


Nem reparaste em mim
Da forma como te olhei
Isso para mim não importa
Para ti, tudo serei


Levei-te àquela praia
Onde o por do sol olhávamos
Foi um acontecimento importante
Mas o certo, nunca lá voltámos


Não sei porque razão
Deixámos de lá ir
Era um lugar maravilhoso
Onde tudo se fazia sentir


Tivemos passeios bons
Na nossa curta relação
Mas todos estes passeios
Estão gravados no meu coração





sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O silêncio

Acordo de manhã
No meu quarto escuro
Tento ouvir algo
Um pássaro, um murmuro


Um silêncio repartido
Por todas as divisões
Não ouço passadas de ninguém
Nem nenhuns trambolhões


Este silêncio incomoda-me
Não sei como explicar
Ou está algo para acontecer
Ou algo para acabar


Este silêncio infiltra-se
Apodera-se de mim
Não quero silenciar tudo
E tornar isto um fim


A solidão é a única
A quem o silêncio se alia
Os dois fazem um todo,
Os dois fazem monotonia


Dizem que o silêncio
É quando a alma descansa
Mas também é assim
Que se perde a esperança


Esperança de falar
Quando o sentimento flui
Pois não é a ignorá-lo
Que a vida evolui

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Meu mundo virou

Sinto-me outra pessoa
Parece que acabei de nascer
Olho para o passado
E sinto que tudo está a desaparecer


Já era altura de agir
Contra a vida que se formou
Sobre todas as criticas que recebi
Mas agora tudo mudou


Já não sou como dantes
Que dava sem querer receber
Agora quem me falar
Pensa duas vezes antes de dizer


Fizeram-me muitas feridas
Que acabaram por sarar
Não vai ser qualquer palavra
Que me vai por a lamentar


O lamento é para os fracos
Pois não sabem como reagir
Já não sou das pessoas
Que só servia para ouvir


É minha vez de falar
Sem constrangimento, sem dor
Não me ralo para quem gosta
Mas ralo-me para quem é desertor


Agora já não sou fantoche
Com quem gostavam de brincar
Agora é minha vez de reagir
É minha vez de abusar


Abusar das palavras
Que vocês sempre usaram
Não me arrependerei de nada
Pois vocês também não se importaram

domingo, 4 de setembro de 2011

Minhas Sobrinhas

Hoje sou um tio
De 3 sobrinhas maravilhosas
São as coisas mais queridas
As coisas mais carinhosas


Beatriz é a mais velha
Inteligente e muito querida
Tem o dom de observar
O que de belo tem a vida


É muito sentimentalista
E não gosta de tristeza
Preocupa-se com as pessoas
Essa é sua verdadeira beleza


Laura é a do meio
Igual à sua mãe na infância
Cabelos loiros e compridos
E com inocência de criança


Gosta muito de brincar
Na companhia de alguém
Mas quando está sozinha
Chama sempre por sua mãe


Iara é a mais nova
Uma menina carinhosa
Sempre com um sorriso maroto
Mas linda como uma rosa


É danada para a brincadeira
Muito travessa e arrebitada
Tem seu jeito querido
É uma menina abençoada


Com estas 3 queridas
Quem não se orgulhava  de as ter
Elas são minha vida
São elas que quero ver crescer

sábado, 3 de setembro de 2011

A música

A música de criança
Que ouvíamos para dormir
Música suave e doce
Que deixámos de ouvir


Era uma música simples
De um único tom
Que nos embalava
Com um bonito som


Ficava sempre no ouvido
A breve melodia
Que nos deixava "moles"
O resto do nosso dia


Agora as músicas são outras
Têm diferentes noções
Existem de rock até pop
Mas também derretem corações


A música é evidenciada
Com as nossas frustrações
Nós identificamos-nos com elas
Pois na letra, estão nossas emoções


Quando estamos tristes
A música é nosso remédio
Para não ficarmos num casulo
E fazer da vida um tédio


Nossa vida é a música
Que nosso pensamento idealiza
Que nosso coração sente
E que nossa alma realiza

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Deixaste-me só


Tivemos de nos separar
Mas não te deixei de amar
Gosto de ti como antes
Até não mais parar

Sobrevivemos a muitas pessoas
Amámos sem limites
Demos muitos palpites
A pessoas más e boas

Soubemos partilhar
Houve muito amor para dar
Gestos a guardar
De palavras soltas ditas
Melodias de canções escritas
E teu coração a escutar

Memórias só nossas
Das mais pacificas às mais perigosas
Mas sem medo de arriscar
E de algo faltar
De carinho que davamos
Até nunca mais acabar

Vamos sentir falta desses momentos
Onde ocultavamos sofrimentos
Tinhamos coisas nos pensamentos
Que nos faziam sentir especiais
Mais do que normais
E deixarmos-nos de argumentos

Vou sentir saudades
Das tuas qualidades
De tuas caricias,tuas bondades
De teu jeito de ser
De tua forma de viver
Sempre sem grandes vaidades

Por ti choro
Por ti imploro
Por ti me perco
Neste longo deserto
Sem te poder ver 
Neste tempo incerto

Não vejo a hora de te reencontrar
De te poder abraçar
De não parar de te beijar
Sentir teu aroma suave
Sentir-me leve como uma ave
E nunca mais te deixar

As saudades que senti
Sem poder olhar para ti
Ver teu olhar brilhante
De cor cintilante
De brilho penetrante
Que me enchia a alma
E mostrava-me o quanto és importante

Meu "ego" falando


Aldeia onde nasci
Aqui onde cresci
Onde aprendi
A olhar a minha volta
Tornar o mau em bom
Saber avaliar um som
E poder andar à solta

Aqui aprendi a partilhar
A odiar, A amar
Aprendi a acreditar
Estender a mão
A sentir com emoção
Uma lágrima que cai do olhar

Sou um ser humano
Penso e também me engano
Sinto coisas estranhas
Emoções fortes
Tenho diferentes sortes
Mas que não passam de "manhas"

Acredito no imaginário
Em meras palavras escrevo um diário
Ponho palavras sentidas
Frases contidas
Emoções disfarçadas
Pausas mal interpretadas
De pessoas muito sofridas

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Brincar com as palavras

Brinco com as palavras
Como de um objecto se tratasse
Mudo-as de sítio
Para que uma frase criasse


Mando as palavras ao ar
Sem ter medo de as perder
Agarro em cada uma
Para as poder escrever


Escrevo-as num quadro
Para que todos as possam ver
Desenho-as uma a uma
Para as poder sentir e viver


Existem as palavras boas
E as que menos interessam
São como os momentos bons que passamos
Que jamais regressam


Usamos palavras para tudo
E às vezes não as sabemos usar
Pensamos que é para o bem
E não vemos que dão p´ra magoar

terça-feira, 30 de agosto de 2011

És a tal

És minha inspiração
Contigo acordo meu coração
Ouço o que minha alma diz
Faço o que sempre quis


És minha realidade
Contigo tudo tem intensidade
Ter-te por perto
É o que está mais certo


És o meu porto de abrigo
Eu só quero estar contigo
Pois sinto-me bem
Porque o que tens, ninguém tem


És a minha natureza
Mostras tua beleza
Teu jeito de ser
E é isso que gosto de ver


És meu universo
Meu mundo inverso
Minha fonte da vida
Minha alma sentida


És minha coisa rara
És o sentimento que não pára
És o momento verdadeiro
És tudo por inteiro

Minha Familia

Maria é nome de minha mãe
Nome igual à mãe de Jesus
É esta mãe que amo
Esta mulher que me deu a luz


Deu-me muito amor e carinho
Viu-me a crescer até aqui
Olhou sempre por mim
Desde o primeiro dia que a vi


Celestino é nome de meu pai
Um nome muito invulgar
Mas é este pai que tenho
E que não quero trocar


Não troco meu pai
Por nada desde mundo
É um homem de respeito
Um homem duro, mas com amor profundo


Maria também é minha irmã
Um amor de pessoa
Um bem precioso
Que jamais se escoa


É pessoa muito dada
Usa muito seu coração
Sente com verdadeira alma
E tenta dar sempre a mão


Susana é outra irmã
Com uma personalidade diferente
Sem papas na língua
Uma pessoa muito presente


É muito social
E com um sorriso na cara
Demonstra sua força
Por detrás um sofrimento que não pára


Celestino também é meu irmão
Com personalidade muito forte
Rude por natureza
Mas é uma pessoa de sorte


Ele é mais do que irmão
É um grande amigo e conselheiro
É rígido nas palavras
Mas será sempre verdadeiro


Tiago é meu nome
Único por natureza
Mas não é no meu corpo
Que se encontra a beleza


A beleza é o que escrevo
Com sentimento e admiração
Desta minha família
Que permanecerá para sempre, no meu coração

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Hoje estou assim

Hoje sinto-me estranho
Uma felicidade que tenho
Apoderou-se de mim
Nunca me senti assim


Apetece-me gritar ao mundo
Sem pensar nenhum segundo
Escrever sem parar
Até meu coração abrandar

Quero dizer a toda a gente
Que hoje sinto-me contente
Com muito amor para dar
Até me poder fartar


Mas nunca me irei fartar
de ser amado e poder amar
Sem mostrar nenhum arrependimento
Quero que seja um grande sentimento

Quero desfrutar do meu dia
Com muito amor e alegria
Viver de coisas mirabolantes

Sentir aromas novos e excitantes



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Aquilo que escrevo

Poesia expressiva que escrevo
Melodia para quem sabe ler
Interpretação das coisas reais
Imaginação de quem sabe viver

Não vivo de ilusões ficticias
Digo algumas experiências formais
Não vivo de extrensidades
Sigo as ideias sempre reias

Sigo sempre meu instinto
Persigo meu sonho inovando
Passo horas, dias e meses
Para formalizar o que estava pensando

O sucesso vem com o talento
E não penso mutio na realidade
Porque sempre aprendi na vida
Que mais vale o conteúdo do que quantidade

Sinto orgulho naquilo que faço
Foi um dom que adquiri
Olho o mundo como pessoa
Que também chora e também ri

Estas palavras soltas que utilizo
São uma forma de vos apelar
Para que olhem a vida de outra forma
E não a estejam sempre a interrogar

O verão chegou

Praia repleta de gente
Pessoas fazendo desporto jogando futebol
À quem passeie à beira-mar
E quem não desperdiça os raios de sol

É o verão nesta cidade
Quente e cheio de beleza natural
Mulheres de todas as idades
Da mais divertida à mais formal

Vemos crianças a brincar
Fazendo suas construções de areia
Homens de larga idade
À procura de uma "sereia"

Pessoas muito desinibidas
Mostrando seus corpos sarados
Tratam da sua condição fisica
E são sempre bem observados

Vemos pessoas a mergulhar
Naquela água limpa e salgada
Crianças a chapinhar à beira-mar
E a areia a ficar molhada

O mar é um sitio muito agradável
Para se reflectir e pensar
Sentindo a brisa maritima
A poisar sobre nosso olhar

Viraste as costas ao mundo

Viajaste sem me avisar
Seguiste teu caminho sem me olhar
Não pensaste no que sentia
Não quiseste saber o que queria

Viraste-me as costas friamente
Perdeste toda a razão, repentinamente
Julgaste-me pela aparência
Não soubeste distinguir o amor de carência

Não olhaste mais para trás
Também não quero saber onde estás
Quero que sigas tua vida
Que sejas feliz e bem concebida

Quero que amadureças depressa
Para ninguém cair na tua conversa
Pensando que tens tudo do melhor
E acabam com sofrimento e dor

Não desejo mal a ninguém
Quero que ganhes juizo para teu bem
Que ouças bem quem te quer ensinar
Que a vida não é "histórias de encantar"

Assenta bem os pés na terra
Tenta viver a vida sem fazer guerra
Agradeço do fundo do coração
E nunca voltes atrás, depois de uma afirmação

domingo, 31 de julho de 2011

O meu Nome

Teimoso por natureza
Inveja sua destreza
Ama cada momento
Ganha muito mais sentimento
Olhando seu pensamento

Joga muito com o olhar
Oculta frases para não magoar
Sabe o que dizer
É espontâneo e adora aprender

Pára muito para pensar
Acumula informações do olhar
Risca acontecimentos
Enaltece grandes argumentos
Notifica muitas razões
Trabalhadas por corações
E vividas como emoções

Não se deixa levar
Une cada peça com seu olhar
Não tem medo do reflexo
Entrega-se sem complexo
Sem saber o que esperar

sábado, 30 de julho de 2011

Aquilo que vejo em ti

Éramos tão diferentes
Tínhamos outros ideais 
Mas agora descobrimos
Que somos quase iguais


Nossa imaturidade
Naquela época de calamidade
Onde não pensávamos
Não vivíamos, não estruturávamos
Andávamos por andar
E afastávamos o olhar


Descobrimos que somos parecidos
Não passávamos de desconhecidos
Tínhamos coisas para viver
E mais tarde aprender


Escreves com coração
Sentes com emoção
Vives cada momento
Com grande sentimento
Transmites no papel
Traves de um lápis ou pincel
Traçando ideias realistas
Não te baseias em futuristas
Com um olhar abrangente
Que comove o mundo
E fica na mente


Elogiar-te assim tanto
Não será nenhum espanto
Porque é a verdade
De uma pessoa de bondade
De autentica qualidade
Que não passa de despercebida
Nesta sociedade pobre
Mas que ama a vida


Estes poemas te dedicarei
Porque em ti me inspirei
E como também sou tua inspiração
Foram palavras que tocaram
Lá no fundo do coração


És especial do teu jeito
Vives cada momento sem preconceito
Tens um olhar puro
Olhar firme e seguro
Protector e encantador
Brilho único de pensador

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O mundo que criamos na cabeça

Sonhou tanto com a felicidade
Que passou ao lado da realidade
Fundamentou ideias erradas
Através de momentos curtos e histórias passadas

Pensava que tudo era perfeito
Que se envolvia com amor sem preconceito
Que ouviria palavras marcantes
Que as pessoas fossem todas interessantes

Pensava que seria um conto de fadas
Com cavalos brancos e pessoas de espadas
Que lutariam para poder conquistar
Nem que a morte fosse seu lugar

Pensava que tudo se fazia sem esforço
Que a vida não passava de um esboço
Que viviamos só por viver
E não estavamos aqui para perder

Pensava que tudo se ganhava
Que não haveria arrogantes, nem gente parva
Que fazia o que lhe apetecesse
Que receberia amor sem que merecesse

Iludiram esta pessoa com palavras soltas
Fizeram de tudo para andar as voltas
Esconderam-lhe a grande verdade
Fizeram-lhe um mundo de falsidade

Viveu de mentiras este período
Mudaram de palavras, de conteúdo
Mostraram-lhe o espelho errado
E ela não mostrou o que teria mostrado

A solidão me devora

 Estou deitado na minha cama
Sem nada para fazer
Olho através da janela
À espera que comece a escurecer

Meus dias demoram a passar
Por mais que não queira
Sinto um vazio dentro de mim
Como se não ouvesse flores na Primavera

Esta solidão me consome
Torna-se dona do meu ser
Penso que nunca serei feliz
E isso faz-me cada vez mais padecer

Tento arranjar algumas forças
E procuro algo para me distrair
Mas com uma mágoa tão grande
É muito dificil eu me divertir

Sinto falta de alguém 
Alguém com muito para dar
Alguém que me olhe por dentro
E de quem me possa orgulhar

Penso que não é pedir muito
Pois todos nós sonhamos
Mas nem sempre temos 
Aquilo que idealizamos

Quero sair desta solidão
E poder respirar livremente
Abrir meu coração ao mundo
E ser muito convincente

Tentar convencer as pessoas
Que sou muito normal
Mas que também tenho sentimentos
Que por vezes me deixam mal

O que teu olhar esconde

Olho no fundo do teu olhar
Vejo um sentimento verdadeiro
Alguém que irás amar
Que seja teu por inteiro

Um olhar que demonstras
E toda a gente repara
É melhor do que belas montras
E que é a coisa mais rara

O olhar conquista-se com sentimento
O sentimento cresce com um olhar
O olhar será sempre intenso
Seja para amizade ou para amar

Encara-me sempre de frente
Não desvies o teu olhar
Teu olhar não sairá da minha mente
Pois é os teus olhos que me fazem sonhar

Tua cor de olhos varia com a luz
Muda de brilhante para encandescente
Não é uma cor que me seduz
Mas um brilho que fica na minha mente

Teu olhar é muito natural
Não é um olhar inventado
É um olhar muito real
É um olhar com muito significado

Consigo ver o que sentes
Teu olhar me diz tudo
Pois com esse olhar não mentes
E eu serei sempre um sortudo

O mendigo

 Hoje está muito frio
Estou eu na rua a ouvir o rio
Não consigo parar de tremer
Tenho alguma fome e nada para comer

Passo todas as noites a tentar
Em algum sítio me refugiar
Para sobreviver a estas temperaturas
Que são muito baixas e "duras"

Estou agora em pleno Inverno
Este frio é tanto que parece eterno
Não sei como irei sobreviver
Não tenho como me agasalhar e me aquecer

Não tenho para onde ir
Aqui na rua terei que resistir
Tentar viver cada minuto
Passando na rua e ser um "insulto"

Não tenho nada para comer
Tento procurar no lixo algo para roer
Encontro às vezes um pão
Fico satisfeito com a refeição

Existem pessoas generosas
Levam-nos roupas e comidas gostosas
Nós ficamos muito agradecidos
Retribuimos com felicidade e ficamos comovidos

É bom ver que no nosso mundo
Existe alguém que não me olha como vagabundo
Mas simplesmente como pessoa normal
Que não teve sorte na vida afinal