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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Deixaste-me só


Tivemos de nos separar
Mas não te deixei de amar
Gosto de ti como antes
Até não mais parar

Sobrevivemos a muitas pessoas
Amámos sem limites
Demos muitos palpites
A pessoas más e boas

Soubemos partilhar
Houve muito amor para dar
Gestos a guardar
De palavras soltas ditas
Melodias de canções escritas
E teu coração a escutar

Memórias só nossas
Das mais pacificas às mais perigosas
Mas sem medo de arriscar
E de algo faltar
De carinho que davamos
Até nunca mais acabar

Vamos sentir falta desses momentos
Onde ocultavamos sofrimentos
Tinhamos coisas nos pensamentos
Que nos faziam sentir especiais
Mais do que normais
E deixarmos-nos de argumentos

Vou sentir saudades
Das tuas qualidades
De tuas caricias,tuas bondades
De teu jeito de ser
De tua forma de viver
Sempre sem grandes vaidades

Por ti choro
Por ti imploro
Por ti me perco
Neste longo deserto
Sem te poder ver 
Neste tempo incerto

Não vejo a hora de te reencontrar
De te poder abraçar
De não parar de te beijar
Sentir teu aroma suave
Sentir-me leve como uma ave
E nunca mais te deixar

As saudades que senti
Sem poder olhar para ti
Ver teu olhar brilhante
De cor cintilante
De brilho penetrante
Que me enchia a alma
E mostrava-me o quanto és importante

Meu "ego" falando


Aldeia onde nasci
Aqui onde cresci
Onde aprendi
A olhar a minha volta
Tornar o mau em bom
Saber avaliar um som
E poder andar à solta

Aqui aprendi a partilhar
A odiar, A amar
Aprendi a acreditar
Estender a mão
A sentir com emoção
Uma lágrima que cai do olhar

Sou um ser humano
Penso e também me engano
Sinto coisas estranhas
Emoções fortes
Tenho diferentes sortes
Mas que não passam de "manhas"

Acredito no imaginário
Em meras palavras escrevo um diário
Ponho palavras sentidas
Frases contidas
Emoções disfarçadas
Pausas mal interpretadas
De pessoas muito sofridas