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domingo, 25 de setembro de 2011

Desistir não existe

Sinto-me cansado
Caminho desamparado
Sem rasto do que sou

Sem saber o que mudou
Sem rumo para seguir
Sem forças para existir



Tomara eu ser alguém
Que não me vejam o mal
Que vejam também o bem
Que me interroguem
Que se expressem
Que dêem sua opinião
Com um ponto de exclamação


Tirem suas dúvidas
Criem expectativas
Em histórias vividas
Sejam por acaso
Sejam por vitória ou fracasso



Seja como for
Alguma história tem dor
Mas não é no passado
Que tudo ficará guardado
Com medo de viver o presente
Com um sorriso envolvente
Que contagie as pessoas
Sejam sentimentos maus
Ou lembranças boas


Perder as forças
Não é solução
Num mundo em evolução
Onde as ideias mudam
Onde os sentimentos perduram
E onde a razão de ser
Continua intacta
Para poder crescer
Alimentando a esperança
De quem não pensava na mudança
E que vive agora o presente
De forma inteligente
Para tentar mudar aspectos
Para utilizar diferentes objectos
Com o intuito de ter felicidade
Tanto em quantidade
Como em qualidade

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Carta de Amor

Hoje te escrevo
Com saudades de ti
Com vontade de te ter aqui
Para te abraçar
Te poder beijar
Sem que houvesse amanhã
E que esta noite
Demorasse a ser manhã


Cada estrela do céu
É um sentimento meu
Que penso todos os dias
Com saudades e fantasias
Te imagino sentada
Ao meu lado, minha amada
Sem te poder perder
Desse teu olhar meigo
Desse ar muito doce
Desse dom a que me apego


É difícil dizer
Difícil sentir
Sentimento que faz aquecer
Aquilo que tenho de repartir


Repartir contigo
Aquilo que sussurro comigo
Aquilo que me faz olhar-te
Aquilo que me faz amar-te


Fico à espera de algo
Que me digas palavras
Nem que mal fundamentadas
Mas bem partilhadas


Quero ver o que sentes
Se dizes verdade, se mentes
Quero que teu coração chore
Que teu sentimento não demore
A responder à tua alma
Que nunca mais acalma
Pelo aceleramento
De seu sentimento
No verdadeiro momento


O AMOR não se esconde
Como um simples objecto
Pois pode ser pequeno
Mas tem sempre um trajecto
Curto ou longo
Mas chega sempre com precisão
No que toca ao coração

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O passeio contigo

Hoje sai de casa
Com um desejo de te ter
Sai sem destino nem rumo
Só para te poder ver


Faço questão de passear
Contigo de mão dada
Naquele jardim verde
E não pensar em mais nada


Quero observar-te
Como se fosse um pintor
Quero desenhar-te
Com aquele toque e esplendor


Segura na minha mão
Vamos zarpar daqui 
Vamos para aquela rua
Onde pela primeira vez te vi


Ainda me recordo
Como tudo aconteceu
Estavas tu ai parada
A tentar ver a cor do céu


Nem reparaste em mim
Da forma como te olhei
Isso para mim não importa
Para ti, tudo serei


Levei-te àquela praia
Onde o por do sol olhávamos
Foi um acontecimento importante
Mas o certo, nunca lá voltámos


Não sei porque razão
Deixámos de lá ir
Era um lugar maravilhoso
Onde tudo se fazia sentir


Tivemos passeios bons
Na nossa curta relação
Mas todos estes passeios
Estão gravados no meu coração





sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O silêncio

Acordo de manhã
No meu quarto escuro
Tento ouvir algo
Um pássaro, um murmuro


Um silêncio repartido
Por todas as divisões
Não ouço passadas de ninguém
Nem nenhuns trambolhões


Este silêncio incomoda-me
Não sei como explicar
Ou está algo para acontecer
Ou algo para acabar


Este silêncio infiltra-se
Apodera-se de mim
Não quero silenciar tudo
E tornar isto um fim


A solidão é a única
A quem o silêncio se alia
Os dois fazem um todo,
Os dois fazem monotonia


Dizem que o silêncio
É quando a alma descansa
Mas também é assim
Que se perde a esperança


Esperança de falar
Quando o sentimento flui
Pois não é a ignorá-lo
Que a vida evolui

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Meu mundo virou

Sinto-me outra pessoa
Parece que acabei de nascer
Olho para o passado
E sinto que tudo está a desaparecer


Já era altura de agir
Contra a vida que se formou
Sobre todas as criticas que recebi
Mas agora tudo mudou


Já não sou como dantes
Que dava sem querer receber
Agora quem me falar
Pensa duas vezes antes de dizer


Fizeram-me muitas feridas
Que acabaram por sarar
Não vai ser qualquer palavra
Que me vai por a lamentar


O lamento é para os fracos
Pois não sabem como reagir
Já não sou das pessoas
Que só servia para ouvir


É minha vez de falar
Sem constrangimento, sem dor
Não me ralo para quem gosta
Mas ralo-me para quem é desertor


Agora já não sou fantoche
Com quem gostavam de brincar
Agora é minha vez de reagir
É minha vez de abusar


Abusar das palavras
Que vocês sempre usaram
Não me arrependerei de nada
Pois vocês também não se importaram

domingo, 4 de setembro de 2011

Minhas Sobrinhas

Hoje sou um tio
De 3 sobrinhas maravilhosas
São as coisas mais queridas
As coisas mais carinhosas


Beatriz é a mais velha
Inteligente e muito querida
Tem o dom de observar
O que de belo tem a vida


É muito sentimentalista
E não gosta de tristeza
Preocupa-se com as pessoas
Essa é sua verdadeira beleza


Laura é a do meio
Igual à sua mãe na infância
Cabelos loiros e compridos
E com inocência de criança


Gosta muito de brincar
Na companhia de alguém
Mas quando está sozinha
Chama sempre por sua mãe


Iara é a mais nova
Uma menina carinhosa
Sempre com um sorriso maroto
Mas linda como uma rosa


É danada para a brincadeira
Muito travessa e arrebitada
Tem seu jeito querido
É uma menina abençoada


Com estas 3 queridas
Quem não se orgulhava  de as ter
Elas são minha vida
São elas que quero ver crescer

sábado, 3 de setembro de 2011

A música

A música de criança
Que ouvíamos para dormir
Música suave e doce
Que deixámos de ouvir


Era uma música simples
De um único tom
Que nos embalava
Com um bonito som


Ficava sempre no ouvido
A breve melodia
Que nos deixava "moles"
O resto do nosso dia


Agora as músicas são outras
Têm diferentes noções
Existem de rock até pop
Mas também derretem corações


A música é evidenciada
Com as nossas frustrações
Nós identificamos-nos com elas
Pois na letra, estão nossas emoções


Quando estamos tristes
A música é nosso remédio
Para não ficarmos num casulo
E fazer da vida um tédio


Nossa vida é a música
Que nosso pensamento idealiza
Que nosso coração sente
E que nossa alma realiza

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Deixaste-me só


Tivemos de nos separar
Mas não te deixei de amar
Gosto de ti como antes
Até não mais parar

Sobrevivemos a muitas pessoas
Amámos sem limites
Demos muitos palpites
A pessoas más e boas

Soubemos partilhar
Houve muito amor para dar
Gestos a guardar
De palavras soltas ditas
Melodias de canções escritas
E teu coração a escutar

Memórias só nossas
Das mais pacificas às mais perigosas
Mas sem medo de arriscar
E de algo faltar
De carinho que davamos
Até nunca mais acabar

Vamos sentir falta desses momentos
Onde ocultavamos sofrimentos
Tinhamos coisas nos pensamentos
Que nos faziam sentir especiais
Mais do que normais
E deixarmos-nos de argumentos

Vou sentir saudades
Das tuas qualidades
De tuas caricias,tuas bondades
De teu jeito de ser
De tua forma de viver
Sempre sem grandes vaidades

Por ti choro
Por ti imploro
Por ti me perco
Neste longo deserto
Sem te poder ver 
Neste tempo incerto

Não vejo a hora de te reencontrar
De te poder abraçar
De não parar de te beijar
Sentir teu aroma suave
Sentir-me leve como uma ave
E nunca mais te deixar

As saudades que senti
Sem poder olhar para ti
Ver teu olhar brilhante
De cor cintilante
De brilho penetrante
Que me enchia a alma
E mostrava-me o quanto és importante

Meu "ego" falando


Aldeia onde nasci
Aqui onde cresci
Onde aprendi
A olhar a minha volta
Tornar o mau em bom
Saber avaliar um som
E poder andar à solta

Aqui aprendi a partilhar
A odiar, A amar
Aprendi a acreditar
Estender a mão
A sentir com emoção
Uma lágrima que cai do olhar

Sou um ser humano
Penso e também me engano
Sinto coisas estranhas
Emoções fortes
Tenho diferentes sortes
Mas que não passam de "manhas"

Acredito no imaginário
Em meras palavras escrevo um diário
Ponho palavras sentidas
Frases contidas
Emoções disfarçadas
Pausas mal interpretadas
De pessoas muito sofridas